quinta-feira, julho 07, 2016

10 PASSOS PARA FINALMENTE MUDAR DE VIDA

Especialista em alta performance revelou como sair das promessas clichês e agir em poucos dias.

Levanta, tira a areia da bunda e veja o que fazer para que suas metas realmente aconteçam.

Durante a Lifestyle Academy 2015, a escritora do livro Escolha Sua Vida,Paula Abreu, revelou 10 passos para serem executados em 10 dias e finalmente mudar a sua vida e sair das promessas clichês.
“Para viver a vida que sonhamos é preciso colocar-se em movimento. Com esse plano é possível aprender um ciclo de ações que contribui para a realização de sonhos em diferentes áreas da vida”, diz Paula.  Então, se liga nas dicas e bora se movimentar.

1. Faça uma limpa

Para começar, se livre das tralhas que você junta sem necessidade, “dessa forma você vai enviar uma mensagem ao universo mostrando que está pronta para que o seu desejo se realize”, ressalta Paula.
Vá aos poucos e por objetivos, por exemplo, se a meta é melhorar a sua alimentação, abra a geladeira e jogue fora os sachês de catchup do McDonald’s que está guardado há meses ou a caixa de leite escondida que já deve ter virado coalhada.
A dica vale também para quem quer começar um namoro ou esquecer o(a) ex: “Enquanto você não jogar fora as coisas relacionadas ao último relacionamento, o vínculo com aquela história vai dificultar a sua entrega para um novo amor”.

2. Deixe a negatividade pra trás

Você consegue contar quantas vezes deixou de fazer alguma coisa que queria já pensando que não daria certo? Isso é um erro e realmente impede que as coisas aconteçam. Costumamos procurar pontos negativos até encontrar. Um exemplo é quando você decide fazer dieta e pensa que terá que renovar todo o guarda roupa.
Paula dá a dica de criar uma lista sincera pra si mesmo(a), “Coloque no papel as cinco coisas negativas que podem acontecer se o sonho for realizado“.
3. ‘Vibes’ positivas!
Agora que você listou os sentimentos negativos, substitua-os por coisas positivas. Escreva no papel do mesmo modo que fez com os negativos, e use-o para lembrar o que é bom nos momentos de medo e insegurança. Essa lista vai te ajudar quando achar que chegou ao seu limite ou que não conseguirá realizar algo.

4. Compartilhe sua meta

Conte para as pessoas sobre seus objetivos e metas. Quando você compartilha com alguém, seu comprometimento aumenta e faz com que você dê o seu melhor e queira alcançar seus objetivos ainda mais rápido

5. Mais detalhes

Já que você chegou na metade, agora deve planejar os detalhes da sua meta e aprofundar as informações necessárias para a mudança. Como no exemplo que a Paula nos dá: “Quem tem uma meta de ter mais tempo livre ou ser mais produtivo, deve repensar sua relação com as redes sociais e mensagens instantâneas”.

6. Hora de agir

Objetivo e metas traçados, você definiu o que quer, é só planejar o primeiro passo a ser feito. Agora é a hora de se matricular na academia, procurar e mudar de emprego ou fazer o orçamento da viagem que deseja. E mãos à obra!

7. Se recompense

Se até Deus descansou no sétimo dia, por que você também não pode?
Agora que você começou a agir, após todo esse trabalho de aprimoramento, respire. Faça algo que te dê prazer e satisfação, pode ser um dia inteiro assistindo Netflix e comendo besteiras ou ir caminhar ao ar livre em algum parque da cidade. O que importa é você se sentir bem e relaxado(a).

8. Pense nas coisas boas que vão acontecer

Esse é o passo que mais exige mentalização positiva. Liste, com todos os detalhes possíveis, todas as coisas boas que vão acontecer quando atingir sua meta. “Quanto mais sentimentos positivos a pessoa conseguir gerar em relação àquela meta, mais motivada a alcançá-la ficará”, explica Paula.

9. Procrastine da maneira certa

A escritora ressalta que deixar para fazer uma tarefa depois, às vezes, pode ser visto como algo positivo. Faça uma atividade ligada a sua meta que mude sua rotina de alguma maneira, como por exemplo, em vez de ir para a academia hoje, que tal entrar em contato com a natureza?

10. Comemore!

Lembre-se sempre de comemorar suas pequenas conquistas. Se ainda não atingiu a meta traçada no início, já deve ter realizado progressos à respeito ou aprendeu coisas novas e isso vale a pena comemorar. 
“Faça um jantar especial, vá a algum lugar que goste, chame os amigos ou aquela pessoa especial. Não precisa ser algo grande. O importante é ser grato por esse momento”, indica Paula.
Fonte: http://sossolteiros.bol.uol.com.br/especialista-revela-10-passos-para-finalmente-mudar-de-vida-em-2016/



quarta-feira, maio 04, 2016

DEZ PASSOS PARA SER UMA MULHER BEM-SUCEDIDA

Por: Marcela Leone By Site All Lingerie
*Por Cintia Souza

Quando pensamos em uma mulher bem-sucedida, imaginamos que ela tem uma formação acadêmica incrível, experiências sensacionais, que é super viajada e cultíssima. E, mais, imaginamos que alcançar tudo isso é quase impossível devido à complexidade dessas conquistas. Mas, quem disse que para alcançar o sucesso profissional você precisa ter atitudes e comportamentos extremamente complicados? É possível se tornar uma mulher bem-sucedida desde que se tome as atitudes corretas no momento ideal, sem seguir padrões, tanto na vida profissional quanto na pessoal. Traçar as metas de curto prazo e ter autoconhecimento servem de auxílio para tal realização.

Conhecer os próprios limites, realizar planejamentos de curto, médio e longo prazo, alinhando-o à qualidade de vida, faz diferença. E, para iniciar 2016 com as mudanças necessárias, vale começar com as dicas abaixo:

Trace metas de curto prazo: Realize uma meta por vez. Se preocupe apenas com os 100 primeiros metros e, quando alcançá-los, percorra mais 100 e, assim sucessivamente. Uma vida sem metas sonhadoras é como tentar viajar sem uma rota definida.

Agradeça pelas conquistas: Não reclame das dificuldades, ao invés disso, tome atitudes para melhorar cada situação conforme ela surgir. Encarar os obstáculos de maneira positiva tornará mais forte o indivíduo.

Tenha ética profissional: Respeito próprio e conduta profissional são as coisas mais importantes. Seja verdadeira consigo mesma e não deixe que ninguém a desvie do caminho certo nem a impeça de alcançar seus objetivos.

Aprenda a trabalhar em equipe: Seja gentil e generosa com quem trabalha ao seu redor para que sejam gentis com você. Aprenda a respeitar a individualidade de cada pessoa. O fato de não pensarem igual a você não faz com que as pessoas estejam erradas e você certa, faz de cada pessoa um ser único.

Administre o tempo: Tempo é uma das coisas que você jamais conseguirá ter de volta. Faça o que será útil na sua vida, tome decisões que a levarão cada vez mais perto dos seus objetivos. Se, ao final do dia não conseguir encontrar ao menos três atitudes que tenham te levado para próximo do seu objetivo, reveja as suas ações.

Tenha autoconhecimento: Quando algo não estiver acontecendo do jeito que planejou, não abandone seus objetivos. Todo mundo acaba tendo sucesso ao passar por momentos difíceis. Toda pessoa de sucesso, mesmo aquelas que nasceram em “berço de ouro”, passaram por situações ruins e superaram. Talvez você precise encarar um caminho longo de autoconhecimento para encontrar algo pelo qual você tenha paixão, mas valerá a pena por toda a sua vida.

Descubra o seu dom: Não faça uma exibição dos seus talentos, mas tire proveito deles. Descubra-os e explore-os ao máximo. Veja onde eles podem ser encaixados e como eles podem lhe ajudar a conquistar tudo que deseja.

Seja persistente: Você precisa de algum talento, mas a persistência está acima de tudo. Mesmo que você precise se renovar e descansar, mantenha as prioridades em primeiro lugar, tome fôlego e siga em frente. Não existem resultados sem persistência.


Peça menos e doe-se mais: Às vezes estamos tão acostumadas a pedir que esquecemos, que, assim como nós, as pessoas também precisam de ajuda. Que tal experimentar ajudar aqueles que precisam de você? Além da satisfação interior que você terá por estar sendo extremamente útil a alguém, a lei do retorno lhe será muito generosa.

Cuide-se: Desenvolva a autoconfiança. Goste de você mesma. Pratique exercícios, e tenha uma alimentação adequada para garantir a produtividade em suas tarefas. Mantenha a qualidade de vida com passeios e viagens, destinando assim, o tempo necessário para curtir com a família.

*Cintia Souza é coach e palestrante. Membro da Global Coaching Community – GCC, conta com certificações internacionais e utiliza ferramentas de Coaching e Programação Neurolinguística (PNL) que potencializam e desenvolvem habilidades comportamentais. A Leader Coach tem 32 anos e é sócia da empresa na área de gestão, MMP Coaching.

sábado, abril 30, 2016

Sofisticada!!!

Você é 100% sofisticada!
Você é como Audrey Hepburn: uma dama refinada com boas maneiras. Pode ser que, às vezes, você pareça fora de moda, mas nobreza e elegância saem de moda, por acaso?

Fonte e teste: http://incrivel.club/inspiracao-mulher/teste-voce-e-sofisticada-72555/

Você não deve nada a ninguém!


12 coisas pelas quais não precisamos prestar contas ou nos justificarmos. Nunca.

Muitas das nossas decisões geram perguntas e comentários de quem nos rodeia: membros da família, amigos e até desconhecidos que, por alguma razão, sempre têm algo a dizer sobre como devemos nos comportar, nos vestir, nos comunicar e até mesmo sobre como devemos construir nossos relacionamentos amorosos.
Em algumas ocasiões, essas pessoas vão além e exigem saber o porquê de alguma decisão que tenhamos tomado. David William, psicólogo e blogger de renome, acredita que não existe razão para que respondamos a alguém que tente nos questionar sobre os 12 pontos a seguir. O Incrível.club recomenda que você leia com atenção.
1. Você não precisa explicar sobre o seu estado civil.
Ainda que você viva um relacionamento aberto, leve uma vida dupla ou more com seus pais mesmo tendo bem mais que 25 anos de idade, você não precisa explicar aos outros o porquê de sua situação. Se decidiu conscientemente como viver sua vida, quer dizer que tem suas razões para fazê-lo. E esse assunto não diz respeito a mais ninguém.

2. Você não precisa explicar quais as prioridades da sua vida.

Você tem sua própria ideia do que é preciso fazer para viver bem, ser feliz e fazer felizes as pessoas que o rodeiam, e esta é sua principal prioridade (mas poderia ser ter um buraco na terra, uma cabana no meio da selva, uma vida errante ou uma casa, filhos e dois cachorros). Cada um de nós tem valores, sonhos e metas diferentes. As prioridades de uma pessoa são, sem dúvida, diferentes das de outra. Você mesmo é quem decide as suas, e não há por que se justificar diante de ninguém.

3. Você não precisa se desculpar se algo não lhe comove ou não lhe causa remorso.

Se você não se lamenta por seus atos, pensa que a outra pessoa não tinha razão e que simplesmente dá na mesma perdoar ou não, não há necessidade de se desculpar. Muitas pessoas se esforçam para pedir perdão o mais rapidamente possível para que as feridas sejam curadas rapidamente, já outras ainda não estão prontas para este tipo de ’cura’, e nesse caso, só conseguiriam piorar as coisas. É sério: você não precisa pedir perdão se não sente que é culpado por algo. Não importa o que os outros pensam, esta é a sua decisão e você só precisa mudá-la se e quando quiser.

4. Não existe razão alguma para se justificar pelo tempo que você passa sozinho.

Muitos temem parecer grossos, antissociais ou arrogantes ao mudar os próprios planos ou recusar um convite para passar um tempo sozinho para relaxar ou simplesmente ler um bom livro, por exemplo. Na verdade, este tipo de comportamento é algo totalmente normal e até necessário para a maioria de nós. Defenda o tempo que você precisa passar sozinho e não perca tempo dando explicações.

5. Você não precisa concordar com as crenças pessoais de outra pessoa.

Só porque alguém dedicou um tempo para lhe contar sobre suas crenças, não quer dizer que você seja obrigado a concordar com elas. Se você não compartilha das mesmas ideias do seu interlocutor, é injusto agir como se compartilhasse. O melhor é fazer com que a pessoa saiba (respeitosamente) que você não pensa da mesma forma. E você nem precisa explicar o porquê caso não queira.

6. Você não tem obrigação de dizer ’sim’.

Você tem todo o direito de dizer ’não’ caso não exista razão para estar de acordo com uma ideia ou proposta. As pessoas de sucesso em quase todas as esferas da vida são aquelas que dominaram a arte de rejeitar o que não consideram prioridade ou aquilo que não desejam. Não há nada de errado em reconhecer a amabilidade dos outros e até mesmo mostrar agradecimento se for o caso, mas não tenha medo de dizer ’não’ caso discorde disso ou daquilo.

7. Você não precisa justificar sua aparência.

Você pode ter um corpo atlético ou não, ser alto ou não, ser atraente ou não. Em qualquer caso, não tem obrigação de explicar a sua aparência. Seu aspecto físico só diz respeito a você mesmo. Também não permita que sua aparência física determine sua autoestima ou o que você faz ou deixar de fazer.

8. Você não precisa explicar suas preferências alimentares.

Sem dúvidas, há alimentos dos quais você gosta pelo sabor, pela qualidade ou pela maneira como eles afetam sua saúde. Se alguém tentar encher você de perguntas a respeito do que consome (ou deixa de consumir), não dê atenção e responda que você se sente bem alimentando-se da forma que escolheu. Caso a pessoa insista, você pode lembrar que tal assunto não é problema dela.

9. Você não precisa prestar contas da sua vida sexual.

Se você faz parte de um relacionamento entre duas pessoas adultas e por vontade própria, então ninguém além do seu parceiro precisa se interessar por detalhes da sua vida sexual. Você pode guardar-se para o casamento, ter parceiros casuais ou experimentar com pessoas do mesmo sexo, fazendo tudo que tiver vontade. O assunto só diz respeito a você e a ninguém mais. Apenas respeite o espaço e a vida privada dos outros.

10. Você não precisa explicar sobre sua profissão ou sobre o caminho que escolheu para sua vida.

Muitas vezes, as circunstâncias nos fazem escolher entre trabalho e vida pessoal. É uma decisão que nem sempre é fácil de ser tomada, e você pode acabar escolhendo o trabalho, não porque não se importa com com família/relacionamento/amizade, mas porque acha que é o correto a fazer. De qualquer forma, você não é obrigado a explicar a quem lhe rodeia o porquê de ter preferido dedicar sua vida a uma profissão (ou não), quando você tem a certeza de que era aquilo o que devia fazer. Até mesmo se estiver em meio a uma crise, as opiniões alheias só são bem-vindas quando requisitadas. Do contrário, você sempre pode recorrer a um elegante ’não se ofenda, mas isso não é problema seu’. E caso alguém discorde da sua postura, deixe que façam diferente em suas próprias vidas.

11. Você não tem obrigação de explicar os seus pontos de vista quanto à política ou religião.

Se você é democrata, republicano, petista, tucano, católico, protestante, muçulmano, budista, etc., é uma decisão pessoal. Você não tem obrigação de dar satisfações. Quando alguém não consegue aceitá-lo da maneira como você é, o problema não é seu.

12. Não existe razão para que você justifique sua solteirice.

Se você é solteiro ou casado, namora ou vive solteiro e feliz, só diz respeito a você. Ser solteiro não é transtorno de personalidade, e você é livre para escolher entre ter ou não um relacionamento. É tão fácil quanto dizer ’gosto de sorvete de creme, e você, de chocolate’. As pessoas lhe fazem muitas perguntas? Pois você não é obrigado a respondê-las.
Para finalizar, gostaríamos que você lesse este belo poema:

Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou no mundo para satisfazer suas expectativas
Você não está no mundo para satisfazer as minhas.
Você é você
Eu sou eu.
Se, em algum momento ou em algum ponto, nos encontrarmos
Será maravilhoso
Se não, não há remédio.
Falta amor por mim mesmo
Quando, na tentativa de lhe agradar, eu me traio.
Falta amor por você
Quando tento que você seja como eu quero
Em vez de lhe aceitar como você realmente é.
Você é você e eu sou eu.
Fritz Perls
Fonte: Lifehack
Tradução e adaptação: Incrível.club

Fonte: http://incrivel.club/inspiracao-psicologia/voce-nao-deve-nada-a-ninguem-53905/

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Como trabalhar (e vencer) numa empresa em crise

Thinkstock/Nastco
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Tempestade: crise pode ser prato cheio para os ambiciosos e criativos


São Paulo - Mal começou 2015, e “crise” já parece ser a palavra do ano. Política, água, energia, economia: não faltam temas para previsões catastróficas.
Diante desse cenário, não é pessimista dizer que muitas empresas e até setores inteiros passarão por dificuldades financeiras nos próximos tempos.
Mas o que fazer se o seu empregador for o próximo a atravessar tempos difíceis?
Segundo a professora espanhola Mireia Las Heras, da IESE Business School, pular do barco aos primeiros sinais de tormenta não é a única saída inteligente.
Isso porque a crise tem o potencial de gerar um ambiente instável, propício à experimentação: um prato cheio para profissionais criativos e ambiciosos, segundo ela.
“Para resolver o problema, você não vai agir da forma convencional”, explica a professora. “Você terá a oportunidade de fazer diferente e criar, como num laboratório”.
Zona de confortoNão que a inovação e a ousadia sejam as respostas tipicamente humanas a uma crise - muito pelo contrário.
“Diante da dificuldade, as pessoas tendem a ser estritamente reativas”, afirma Las Heras. “Fazem apenas o esperado delas, por medo de que um eventual erro antecipe sua demissão”.
Esse é justamente o comportamento que põe tudo a perder. “Para se recuperar, a empresa precisa de pessoas que, em vez de só reagir automaticamente às demandas, saiam da sua zona de conforto e ofereçam soluções criativas”, diz ela.
Não que isso seja fácil, inclusive pelo clima de insegurança geral. Mas, garante a professora, compensa ter um pouco de paciência.
“Pedir demissão só é o caminho se você não puder propor e inovar", diz ela. “E de preferência se tiver outra vaga em vista, claro”.
Depois da tormentaSegundo o coach Homero Reis, são muitos os profissionais que não abandonaram empregadores em crise e, uma vez passada a “tempestade”, acabaram se dando bem.
São pessoas que conseguiram salvar a empresa de um fim trágico, ou que simplesmente provaram sua fidelidade ao permanecer. “Empresas sérias acabam recompensando essa atitude mais tarde”, afirma o coach.
Mesmo se esse reconhecimento posterior não vier, há ganhos. “Você sairá da 'tragédia' com ótimas histórias para contar, além de muito mais maduro profissionalmente”, diz Reis.
A professora Las Heras também acredita na possibilidade de avançar na carreira a partir de uma crise. "Você aprende como nunca, principalmente pela chance de experimentar projetos e soluções inovadoras”, diz ela.
Então permanecer na empresa é sempre a melhor ideia? Não é bem assim. “Há riscos e oportunidades em cada decisão”, explica Reis. “Para não se equivocar, é importante ser realista e bem informado sobre o seu mercado e a sua profissão”.
Las Heras também recomenda atenção constante aos sinais do empregador. “Em muitos casos, a empresa começa a desistir da batalha, já não investe em ideias novas e só corta custos”, explica. “Nessa hora, é melhor sair em busca de outras oportunidades”.
Fonte:http://exame.abril.com.br/carreira

Modelos de Habilidades e Competências

Os modelos de administrativos com foco em competências e habilidades se enquadram dentro do conceito de RH Estratégico e nasceram inseridos num contexto de competitividade crescente como uma forma inovadora e inteligente de atender às novas demandas dos ambientes organizacionais..

De inicio, é importante esclarecer que quando falamos sobre competência estamos adotando sua definição mais amplamente utilizada: "Conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e aptidões que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades."


Ao longo das várias mudanças ocorridas, as empresas implementaram readequações em diversos âmbitos de seus processos.  As estruturas organizacionais passaram a ter um número menor de níveis hierárquicos de forma a possibilitar redução de custos aliada a maior agilidade na cadeia de decisão. Os quadros de pessoal, na busca de alternativas para redução de custos, sofreram revisões e enxugamentos. Começamos a falar sobre multi-funcionalidaderesponsáveis por processos e grupos auto-geridos. Estas, dentre outras medidas, fizeram surgir novas necessidades que os sistemas tradicionais de RH não conseguiam atender e, como alternativa, experiências foram sendo desenvolvidas com base na gestão por competências e habilidades, sendo que atualmente várias empresas de ponta já adotam esta ferramenta.


Uma vez identificadas estas competências por meio da elaboração das descrições de cada função, assim como ações de seleção, acompanhamento, avaliação, desenvolvimento e remuneração dos profissionais, elas passam a ser regidas sob o foco de dotar a empresa dos níveis de competências necessários ao alcance e gestão de um diferencial competitivo baseado em seus recursos humanos.


A principal característica da gestão baseada em competências é que ela permite à empresa gerir seus recursos humanos de acordo com o grau de capacitação alcançado pelos seus colaboradores dentro das competências previstas para cada cargo. Desta forma, além de orientar as ações da organização, também é sinalizado para o funcionário onde ele pode investir em seu autodesenvolvimento e, na medida em que ele vá alcançando níveis maiores de competência dentro do cargo, também vai alcançando crescimento nos níveis salariais recebidos.


Existem vários modelos teóricos que apresentam grupos de habilidades e competências, em minha carreira utilizei vários, de acordo com a cultura organizacional e modelos de cargos que identifiquei em várias empresas, e posso concluir que o melhor modelo é aquele que está alinhado com as competências organizacionais, ou seja, com os valores corporativos de cada empresa.


Como exemplo listo abaixo um pequeno modelo, onde faço a divisão entre Habilidades e Competências Técnicas e Comportamentais, e os elementos que as compõem. 

Competências Técnicas

Entendo como Competências Técnicas todas aquelas que são obtidas através de educação formal, treinamentos e experiência profissional, são elas:

ESCOLARIDADE – Nível de escolaridade formal exigida para o pleno desenvolvimento das atribuições do cargo.

TREINAMENTOS – Treinamentos, cursos específicos, habilitações profissionais, especializações, etc., necessários para obter melhores resultados no desempenho do cargo.
CONHECIMENTOS TÉCNICOS – Conhecimentos essenciais para o pleno desenvolvimento das atribuições do cargo, obtidos através da escolaridade e treinamentos realizados e aplicados e aprimorados em experiência profissional, podem ser classificados como:
  • Conhecimentos técnicos elementares - Pressupõe o conhecimento de um vocabulário que permita compreender as orientações de trabalho e comunicar com titulares de empregos semelhantes. O conhecimento técnico é limitado ao nível da tomada de conhecimento da existência de princípios técnicos subjacentes à realização de tarefas relativamente simples e repetitivas. Este nível de conhecimentos é adquirido através do ensino básico e de uma prática profissional de curta duração ou de adaptação ao posto de trabalho.
  • Conhecimentos técnicos básicos - Conhecimento preciso de um determinado vocabulário técnico que lhe permite tratar informações variadas. Este nível de conhecimento permite a recolha de informações, o seu registro, assim como a compreensão de princípios técnicos. Este nível está associado a tarefas com algum grau de repetitividade ou a uma polivalência horizontal (realização de tarefas de outros postos ou empregos próximos).
  • Conhecimentos técnicos fundamentais - Pressupõe um nível de conhecimento que se traduz em capacidades para compreender as repercussões de determinado fenômeno ou fator nas ações. Trata-se de um nível em que se exige a elaboração de relações analógicas entre os conhecimentos e as práticas, apelando para o domínio de alguns fundamentos gerais de ordem científica e técnica. Pressupõe também que o indivíduo consiga discutir, colocar questões, compreender as respostas e negociar diferentes formas de abordar um problema.  Este nível de conhecimento é adquirido através do ensino técnico-profissional e/ou de uma experiência profissional construída através de um percurso profissional por vários empregos idênticos ou próximos (2-5 anos).  As atividades associadas a este nível podem ser de transformação e manutenção com autonomia; de coordenação e controlo relativos a tomada de decisões de rotina.
  • Conhecimentos técnicos sólidos - Pressupõe um nível de conhecimento que permita avaliar e analisar resultados e conhecer os limites e os constrangimentos dos conceitos, métodos e instrumentos e, em função dos mesmos, prever situações, propor alterações aos procedimentos. Trata-se de possuir um domínio de conhecimentos científicos e técnicos específicos que pressupõe que o indivíduo disponha de uma real autonomia nos conceitos, métodos e instrumentos, adquiridos ao nível do ensino superior politécnico ou equivalente que lhe permitam desenvolver atividades de concepção e de gestão com autonomia e encontrar soluções para situações imprevistas e disfuncionamentos.
  • Conhecimentos técnicos profundos - Trata-se de um nível de conhecimentos que permite a evolução dos conceitos, métodos e instrumentos e corresponde à capacidade de conceber e renovar o sistema de gestão, o sistema técnico, ou outro. Este nível exige o domínio total e aprofundado dos fundamentos científicos e técnicos, que são adquiridos através do ensino de nível superior. Permite pesquisar, intervir e tomar decisões inovadoras relativas a situações não experimentadas. 

Competências Comportamentais

Entendo como Competências Comportamentais todas aquelas que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades, podem ser inerentes às características de personalidade de um indivíduo, ou obtidas no convívio social, bem como podem ser obtidas e aprimoradas através de treinamentos e auto-desenvolvimento. Subdividido essas competências em cinco grupos: Intelectuais, Comunicativas, Sociais, Comportamentais e Organizacionais, com conceitos a saber:
1. INTELECTUAIS – São as competências necessárias para reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo de trabalho, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos.
  • Aplicar conhecimento – Saber aplicar seus conhecimentos técnicos para a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação.
  • Transferir conhecimento –  Saber multiplicar seus conhecimentos técnicos para seu superior, pares, subordinado, clientes, fornecedores, ensinando, instruindo e aperfeiçoando a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação. Estar apto para adquirir novos conhecimentos.
  • Generalizar conhecimento – Traduzir os conhecimentos do nível institucional à realidade da organização, transferindo ao próximo nível, o operacional, a responsabilidade direta pela implementação das idéias. De um lado, faz contato com situação de extrema instabilidade - quando interage com o nível institucional - e, de outro, com protocolos sobretudo rígidos e previsíveis – quando faz interface com o nível operacional.
  • Reconhecer e definir problemas, propondo soluções para equacioná-los - Visualizar, analisar e situar os negócios da empresa dentro do contexto nacional e mundial, de modo solidificar e perpetuar a imagem e atuação da empresa dentro desse cenário, independente do produto ou serviço prestado. 
2. DE COMUNICAÇÃO – São as competências utilizadas na forma de expressão e comunicação com seu grupo, superiores hierárquicos ou subordinados, clientes internos e externos, de cooperação de trabalho em equipe, de diálogo, de exercício da negociação e de comunicação.
  • Comunicação - Comunicar-se com os acionistas, clientes, fornecedores, parceiros, superiores e subordinados de forma eficaz - Entender os tipos de feedback, como avaliar a adeqüabilidade e as condições do feedback. Feedback eficaz. Feedback individual versus feedback coletivo; prós e contras; como e quando pedir feedback; as diversas direções possíveis de se dar feedback.
  • Redação e Gramática – Comunicar-se por escrito de maneira mais clara e mais eficaz. Inclui diretrizes específicas de como preparar memorandos, cartas, e-mails, propostas e outros tipos de comunicação. Escrever centrado no leitor e formatar suas comunicações de tal forma que sejam fáceis de ser lidas, que causem o impacto desejado e que o ajudem a alcançar seus objetivos.
  • Negociação – Capacidade de demonstrar atitudes flexíveis e de adaptá-las a terceiros e a situações diversas. Desenvolver habilidades de relacionamento, incluindo as capacidades de flexibilização e adaptação, com enfoque na postura pessoal. 
3. COMPETÊNCIAS SOCIAIS – São as competências necessárias para atitudes e comportamentos necessários para transferi-lo conhecimentos da vida cotidiana para o ambiente de trabalho e vice-versa.
  • Relacionamento Interpessoal - Cultuar uma boa relação com seus colaboradores, tanto nas questões voltadas ao dia-a-dia de trabalho, através de orientações em relação aos trabalhos, quanto naquelas horas onde a emoção faz-se presente. É preciso que o líder esteja atento às atitudes de sua equipe, para melhor direcionar sua atuação frente aos acontecimentos.
  • Trabalhar em equipe, gerenciando conflitos e interesses – Capacidade e discernimento para trabalhar com e por meio de pessoas, incluindo o conhecimento do processo da Motivação e a aplicação eficaz da liderança, com capacidade de influenciar o comportamento do grupo com empatia e  equidade, visando os interesses interpessoais e institucionais.
  • Consciência Ambiental – Dimensionar a importância do meio-ambiente e o impacto de suas ações na preservação do mesmo.
4. COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS – São as competências necessárias para demonstrar espírito empreendedor e capacidade para a inovação, iniciativa, criatividade, vontade de aprender, abertura às mudanças, consciência da qualidade e implicações éticas do seu trabalho.
  • Iniciativa - Identificar e atuar pro ativamente sobre problemas e oportunidades. Oferecer-se para Tarefas e identificar o que precisa ser feito e começa a agir. Começar a agir sem que lhe peçam ou exijam. Aproveitar oportunidades e começa a agir para tomar vantagem delas. Começar projetos individuais ou em grupo e assume responsabilidade total por seu sucesso. Identificar logo o que precisa ser feito frente a obstáculo e age até que sejam superados. Assumir responsabilidade de criar todos os passos de um projeto cujas circunstâncias e resultados não estejam bem definidos.
  • Criatividade - Produzir mais e melhores idéias para o desenvolvimento de produtos e de novos processos de trabalho.
  • Adaptabilidade – Adaptar-se às condições favoráveis e desfavoráveis sejam elas de qualquer ordem (ambientais, econômicas, tecnológicas...).
  • Consciência da qualidade -  Buscar pela excelência de produtos e serviços e uma preocupação maior com as crescentes exigências dos clientes internos e externos.
  • Ética – Sustentar-se em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua gestão por aqueles que fazem parte do seu convívio diário: Colaboradores, Clientes Internos e Externos, Parceiros e Fornecedores.
  • Coerência - O discurso não deve ser diferente da prática e isso é um ponto de relevância que deve ser sempre observado na gestão. É preciso que o líder seja coerente em suas atitudes, com sua Missão e com sua equipe, pois quando a equipe observa contradição, certamente se comportará da mesma maneira, o que caracteriza a cultura do não comprometimento, ameaçando os resultados produzidos.
5. COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS – São as competências necessárias para compreensão do negócio, seus objetivos, relações com o mercado, ambiente sócio político (conhecimento em negócio, planejamento, orientação para o cliente).
  • Compromisso com Resultados – Liderar/atuar com foco em objetivos quantitativos e qualitativos. Quando observado e praticado pelo líder, trará credibilidade por parte de seus liderados. Uma vez que o líder influencia diretamente o comportamento de seus liderados, quando de sua aceitação, a prática de tal competência servirá como modelo a ser seguido e poderá gerar estímulos positivos na equipe, tornando-a cada vez mais compromissada com as metas a serem atingidas.
  • Gerenciar Tempo - Estabelecer metas, priorizar tarefas, lidar com os desperdiçadores de tempo, fazer análise do tempo e criar e maximizar sua programação de uso do tempo.
  • Gerenciar Recursos – Zelar pelo controle da previsão orçamentária do departamento ou Unidade de Negócio e como analisar e justificar um investimento. Equacionar a mão-de-obra disponível com os recursos técnicos disponíveis.
  • Planejamento e Organização – Coordenar suas tarefas e/ou da equipe, incluindo o planejamento (plano de ação/cronograma), a organização (distribuição de trabalhos), e as tarefas seqüenciais (ações), bem como a seleção e a alocação de recursos necessários.
  • Liderar – Administrar equipes com eficácia: delegar eficazmente, ampliar oportunidades e demonstrar justiça ante seus feitos. Criar um clima propício ao desenvolvimento: ampliar os desafios e as oportunidades para criar um clima que favoreça o desenvolvimento de sua equipe. Saber lidar com colaboradores quando apresentam problemas : agir com decisão e equidade quando tratar colaboradores com problemas. Formar uma equipe de talentos: investir no desenvolvimento do potencial de seus colaboradores, identificando e oferecendo novos desafios e responsabilidade compartilhada.
  • Atuar estrategicamente – Estabelecer conexão com dois tipos de ambientes que influenciam diretamente nos resultados da equipe: os internos e os externos. Atuar de forma a antever oportunidades e ameaças, tendências e inovações possibilitando o agir, ou seja, empreender esforços para a excelência na performance de sua equipe...
Autor: Equipe Pesquisa Salarial da Catho Online
Fonte: Site Catho.com.br

O RH que gera lucro

José Natal Dias / VOCÊ RH
Fabricio Alves Ferreira, diretor de desenvolvimento organizacional do Grupo Martins
Fabricio Alves Ferreira, diretor de desenvolvimento organizacional do Grupo Martins: “Existe uma relação muito forte entre as ações de gestão de pessoas e os números financeiros da empresa”
São Paulo - A expressão “abraçador de árvore” ganhou força nos anos 70 quando ambientalistas e hippies mundo afora se agarravam às árvores para impedir o avanço das máquinas industriais.
Com o tempo, a atividade quase ecológica de colocar os braços em volta de um tronco foi adotada por alguns gestores de recursos humanos em treinamentos corporativos, numa tentativa de recarregar a energia dos funcionários. Não demorou muito para que a área de RH ficasse conhecida como a turma que abraça árvore, o pessoal que pensa “em gente” e não entende nada de números.
O tempo passou, a equipe de recursos humanos ficou mais criteriosa com os treinamentos, e a gestão de pessoas ganhou importância estratégica.Isso não bastou, porém, para que o RH se livrasse totalmente do estigma de abraçador de árvore. Ainda hoje, muitos administradores questionam o papel da área, zombam de seus programas e até pressionam por sua extinção.
O mais recente algoz do RH foi o guru indiano Ram Charan, que defendeu — no ano passado — a divisão do departamento de pessoas e o controle do que sobrasse por profissionais de outras áreas, já que os que ocupavam a posição de liderança ainda não tinham provado seu valor.
A queixa é sempre a mesma: o líder de RH trabalha com dados muito subjetivos, não consegue “falar a língua do ne- gócio” nem entender a estratégia corporativa. Por mais que o mundo dos negócios tenha evoluído, o RH ainda parece o patinho feio tentando mostrar sua importância na empresa.
O cenário agora, no entanto, está favorável à turma da árvore. Estudos publicados recentemente por consultorias de peso, como Boston Consulting Group, Towers Watson e EY, comprovam a ligação direta entre a capacidade da área de recursos humanos e o desempenho da organização. Se ela vai mal, o risco de os negócios derraparem é grande. Se ela vai bem, a empresa respira de forma tranquila.
Segundo Christian Orglmeister, um dos autores do relatório Creating People Advantage, da BCG, que ouviu 3 500 profissionais de RH e de outros departamentos em 101 países, as organizações que contam com um RH eficiente têm resultado econô- mico duas vezes maior do que aque- las com uma fraca gestão de pessoas.
A BCG chegou a essa conclusão de- pois de analisar a diferença entre as 100 melhores e as 100 piores empresas em desempenho financeiro (levando em conta a média da margem operacional e da variação da receita durante 2012 e 2013). Eles perceberam que aquelas com rentabilidade maior não precisavam de nenhuma ação emergencial nos dez tópicos de RH avaliados.
Em contrapartida, aquelas com pior receita apresentavam uma necessidade de melhoria não só nos dez tópicos mas também em 27 subtemas de gestão de pessoas. Nas companhias com maior receita, o líder de RH era bom em quase todos os 27 subtópicos analisados, principalmente nos que se referiam ao engajamento dos funcionários, ao ambiente e à cultura, à comunicação, à gestão de desempenho e à estratégia de recrutamento.
E ele se diferenciava do RH de baixo resultado na capacidade de internacionalização da área, no uso das mídias sociais, na gestão de talentos e nos modelos de carreira e competências. “Um RH forte tem clareza das competências que as pessoas precisam desenvolver e deixa isso claro para que elas saibam o que fazer para crescer e alcançar os próximos cargos”, diz Orglmeister.
A BCG não foi a única a traçar uma linha direta entre o desempenho da área de RH e os resultados do negócio. Os pesquisadores da Fundação Instituto de Administração (FIA), da Univer- sidade de São Paulo, ano a ano vêm cruzando a rentabilidade das melhores e maiores empresas listadas pela revista EXAME que também fazem parte do Guia VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Você Trabalhar com as que não foram eleitas exemplos de bom clima e gestão.
As classificadas como bons lugares para trabalhar têm uma rentabilidade 37% superior em relação às que ficaram de fora da lista, em 2014. “Nas organizações com melhores rendimentos, o RH é eficiente: atende mais colaboradores por funcionário da área, tem maior capacidade de retenção de talentos e mantém baixa rotatividade”, afirma Filipe Fonoff, consultor da FIA e res- ponsável pelos relatórios de benchmarking das Melhores Empresas para Você Trabalhar.
Para quem sempre foi cobrado por não conseguir levantar indicadores, ironicamente agora tem números de so- bra a seu favor. Abaixo, você confere os principais deles e as atitudes comuns aos RHs que conseguiram provar seu valor — e sua importância — para o negócio.
Poucas prioridades
O estudo da BCG revela que o RH das corporações rentáveis é compe- tente na hora de alocar seus recursos e de distinguir tópicos de alta e baixa prioridade. Já nas companhias de baixa performance, o RH se mostra arbitrá- rio na relação esforço investido versus importância do tema.
Para identificar as necessidades da em- presa e priorizar as ações de RH, Sergio Luiz de Toledo Piza, diretor de gente e gestão da Klabin, produtora brasileira de papéis e embalagens, costuma usar uma matriz de materialidade. O processo, comum no mundo da sustentabilidade, consiste em ouvir o que é importante para o negócio e cruzar com o que os stakeholders (funcionários, acionistas, sociedade) consideram relevante.
Com base na matriz, o executivo faz uma pes- quisa para saber se os funcionários têm as competências necessárias para atingir esses interesses. Se encontrar lacunas, investe em ações específicas para suprir a necessidade, seja por meio de treinamentos, seja por contratação externa.
Piza seguiu esse processo nos últimos dois anos e, com ele, definiu cinco prioridades para a gestão de pessoas da Klabin. Ele entende que um RH eficiente trabalha, no máximo, com qua­ tro ou cinco ações. Mais do que isso faz mal. “Se o RH cria muitos programas, ele perde o nexo, e ninguém na empresa entende o que ele quer com aquilo”, diz.
Olhar de longo prazo
Outra diferença do RH de alto desem­ penho mapeado pelos estudos é sua ca­ pacidade de traçar planos pensando no futuro, simulando e prevendo situações. “Os outros ainda estão falando de indi­ cadores passados: quanto foi a rotativi­ dade, quanto foi o engajamento, quanto é o quadro de colaboradores até então”, afirma Christian Orglmeister, da BCG. O RH que faz a diferença pensa, por exemplo, na força de venda que a com­ panhia vai precisar daqui a alguns anos. “É um RH proativo, que faz as coisas acontecer”, diz o consultor.
Esse líder de RH (em inglês, CHRO) usa o plano de carreira para assegu­ rar também um plano de sucessão e de liderança eficientes. Faz perguntas como “quais as competências necessá­ rias e quais vagas a organização terá no futuro?” e “como faço um plano de carreira para que as pessoas ocu­ pem essas posições?”
A maioria das organizações só se preocupa com isso depois que um cargo ficou vago — e por isso perdem eficiência (e dinheiro). Segundo a pesquisa da BCG, a cada posição de liderança em aberto, a em­ presa perde 1 000 dólares por semana.
Ter mais sucessores preparados inter­ namente é uma característica encon­ trada nas corporações mais rentáveis. Empresas como Vale e Rodobens eco­ nomizaram alguns milhões de reais ao se preocupar com os substitutos de cada cadeira. A Vale, por exemplo, preen­ cheu, de janeiro a novembro de 2014, 11 posições de diretoria com profissio­ nais que estavam previamente selecio­ nados para ocupar os cargos.
Ao deixar de recorrer ao mercado, ela economi­ zou 1,26 milhão de reais. Desde 2006, a mineradora mapeia os potenciais su­ cessores e avalia quem estará preparado para assumir os próximos passos num horizonte de um a cinco anos.
Já a Rodobens, que atua no varejo au­ tomotivo, poupou 2,5 milhões de reais, de junho de 2013 a dezembro de 2014, com 41 vagas que também foram preenchidas internamente graças ao programa de su­ cessão. Desde que o programa de recru­ tamento interno foi adotado, em agosto de 2012, 595 funcionários se movimen­ taram internamente, preenchendo as vagas dos que tinham sido promovidos.
Baixa rotatividade
Para que o plano de sucessão seja efi­ ciente é preciso assegurar que os me­ lhores empregados permaneçam na corporação. Nas 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar, a taxa de rotativida­ de anual fica abaixo dos 30%, enquanto nas demais passa da metade. Esse é um indicador importantíssimo da eficiência do RH.
Afinal, quanto mais tempo as pessoas permanecem na companhia, mais conhecem seus valores, políticas e tarefas — e melhor as desempenham. O executivo de RH da Klabin já notou que nas fábricas onde a rotatividade é menor, a produtividade e, consequente­ mente, o resultado financeiro são me­ lhores. “Há uma correlação estatística que demonstra que, para cada ponto percentual de redução no turnover, houve um crescimento de 0,5 ponto percentual no crescimento do negócio”, diz Piza.
A conta fica melhor se você computar o custo de recrutamento e seleção. De acordo com uma análise do Hay Group, o preço para substituir um empregado varia de 0,5 a 1,5 vez seu salário. Além disso, há o risco de contratar errado — o que afeta a produtividade e reduz a in­ tenção da pessoa de ficar na corporação.
Para fomentar uma cultura de retenção e fazer com que suas melhores cabeças não troquem de emprego por alguns trocados a mais, o líder de RH das or- ganizações de alta rentabilidade mantém um forte relacionamento com os funcio- nários, reconhecendo as necessidades mais urgentes e fazendo considerações de longo prazo.
A diferença entre o RH que gera lucro e o RH comum é que o primeiro sabe exatamente o que engaja os empregados e, assim, consegue criar uma forte proposta de valor. “O RH diferenciado tem um modelo mental diferente, e olha os funcionários com o mesmo viés que o executivo de marke- ting olha o cliente”, diz Sandra Gioffi, especialista da área de talentos da consultoria de negócios Accenture.
Segundo estudo de outra consultoria, a Towers Watson, uma empresa com proposta de valor forte tem funcionários três vezes mais engajados e é, no mínimo, uma vez e meia mais rentável do que as demais.
Equipe de primeira
Três características marcam o RH de alto desempenho, segundo o relatório da BCG: ele se conecta com os clientes internos e externos, prioriza as ações e impacta os negócios, comprovando seu resultado com números. O líder de RH está, no entanto, longe de fazer isso sozinho.
Para alcançar esse nível, é preciso construir uma equipe capacitada. “Contar com uma população bem formada de recursos humanos é fundamental para a organização ter sucesso”, diz Ricardo Garcia, vice-presidente de recursos humanos para as Américas do Sul e Central da mineradora ArcelorMittal.
Comparando o time de recursos humanos das 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar com o das demais corporações, a diferença é notável. Nas melhores, de cada dez pessoas do RH, oito têm ensino superior completo ou pós-graduação (ante 67% nas demais). Enquanto nas melhores 23% do time têm de 40 a 64 anos, nas outras, quase metade do grupo tem menos de 30 anos.
O CHRO que faz a diferença também emprega um grupo sênior. Nas 150 melhores, 18% do departamento é composto de gerentes e supervisores — e só 9% são técnicos. Nas demais, a proporção se inverte: 11% são supervisores e gerentes, e 23% são técnicos. Além disso, outro estudo relaciona a figura do parceiro de negócios (chamado de business partner) ao saldo econômico positivo.
O levantamento, realizado pela consultoria global de benchmarking CEB, mostra que as organizações com business partners eficientes reportam um aumento de 4% a 10% na receita e um acréscimo médio de 9% no lucro.
Para que os projetos de RH funcionassem bem, Fabrício Alves Ferreira, diretor de desenvolvimento organizacional da rede atacadista Martins, criou a figura do business partner em 2013. “Contratei duas profissionais muito seniores”, diz.
Com a ajuda delas, e também por ter subido o nível do time de RH — empregando mais analistas, com curso superior, e menos assistentes, com cursos técnicos —, Ferreira passou a trabalhar menos. “Quando eu assumi, em 2011, trabalhava 11 horas por dia e levava trabalho para casa aos sábados. No segundo semestre de 2014, apesar de ser um ano difícil para o comércio, consegui trabalhar 9 horas por dia”, afirma o executivo.
Com uma equipe apta a cuidar do dia a dia, Ferreira e outros CHROs con- seguiram não só se ocupar com temas mais estratégicos como também ficar mais próximos do presidente executivo. “O RH deixou de ser um parceiro e se tornou o direcionador”, diz Sandra, da Accenture. No jargão da área, esse pro- fissional não atua mais como um “tirador de pedidos”, mas como ponto estratégico nas reuniões de tomadas de decisão.
Amigo do CFO
Nessas reuniões, o líder de recursos hu- manos se equiparou ao diretor financeiro (o CFO), até então seu principal opositor. E quando essa dupla trabalha alinhada, quem colhe os frutos é a companhia. Foi isso o que descobriram os consultores da EY ao entrevistar 550 executivos de finanças e de recursos humanos em cerca de 30 países.
“Quando o RH atuou próximo de finanças, nos últimos três anos, a empresa registrou um lucro maior e também uma evolução nas métricas de recursos humanos, incluindo engajamen- to e produtividade”, diz Carlos Martins, sócio responsável pela área de capital humano da consultoria de negócios.
Pela análise, nas corporações com melhor resultado Ebitda (o lucro antes de descontados juros, impostos, depreciação e amortização), o líder de RH e o de finanças passam quase 8 horas por semana conversando sobre estratégia e próximos passos do negócio — quase o dobro do tempo do ocorrido nas orga- nizações com rendimento mais baixo.
Essa parceria afinada permite dois grandes ganhos para o líder de RH. O primeiro é conseguir as verbas necessárias para a boa gestão da mão de obra. O segundo é aprender sobre métricas, algo ainda raro de encontrar entre os profissionais da área. De acordo com a pesquisa da EY, mais de 70% das corporações com alta rentabilidade usavam métricas para planejar a força de trabalho.
Nas de menor desempenho, isso não chegava a 50%. Um bom exemplo é a RBS, grupo de comunicação do Rio Grande do Sul. Lá, o departamento de gestão de pessoas conta com mais de 80 indicadores, que vão desde informações demográficas da população até a sa- tisfação do cliente interno e o nível de contribuição do RH para os negócios.
Na outra mão, o líder de RH ensina ao diretor financeiro como lidar com gente — algo que ele nunca teve de se preocu- par. Essa realidade é vivida por Ander- son Silva, diretor de desenvolvimento organizacional da Rodobens. Ele e o CFO Fábio Kato entraram na companhia em 2010, para participar de um processo de reestruturação, e até hoje agem em conjunto. “Ele me traz para o chão e eu o ensino sobre gestão de pessoas, pois ele não quer só cortar custos nem eu quero só abraçar árvores”, afirma Silva.
Quando o RH prova seu valor, ele se conecta com o cliente interno e define corretamente as prioridades, e a missão de recursos humanos acaba passando para outras mãos — a de todos os líde- res da organização. Na ArcelorMittal, o presidente coloca a gestão de pessoas como um dos três itens estratégicos da companhia para os próximos anos. Atualmente, toda diretoria se reúne qua- tro vezes por ano para ponderar sobre o futuro profissional dos empregados.
Em janeiro, depois de passar uma sexta-feira inteira discorrendo sobre a carreira de 500 funcionários, os dire- tores reclamaram que o tempo foi cur- to. Pediram ao líder de RH, Ricardo Garcia, que aumentasse a frequência dos encontros. “Chegamos a um pon- to em que eu não preciso ficar fomen- tando gestão de pessoas na cabeça de ninguém. Hoje eles me demandam para gastar mais tempo falando sobre pessoas”, afirma Garcia. A árvore que dá dinheiro todos querem abraçar.
Fonte: Revista Você RH - Edicão 36 - Noticias: "O RH que gera Lucro"

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

9º ConviRH traz temáticas relevantes sobre Gestão de Pessoas

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 

Depois do Reinado de Momo, empresas e profissionais começam a pensar em quais são as melhores alternativas para se manter atualizados com temas relevantes e que agreguem valor ao negócio. Quem acompanha o trabalho desenvolvido pelo RH.com.br, com mais de 15 anos de existência, sabe que todo mês de março o site realiza um dos mais expressivos eventos na área de Gestão de Pessoas: o ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos).
E em 2015, não poderia ser diferente, pois o RH.com.br inicia o ano trazendo novidades e dentre essas, a abertura das inscrições para a 9ª edição ininterrupta do ConviRH. Este ano, o evento encontra-se dividido em quatro grandes blocos: Práticas de Gestão de Pessoas, Liderança Eficaz, Tendências Organizacionais e Motivação Estratégica. Ao todo, serão 20 palestras em vídeo que serão gravadas previamente e que ficarão disponíveis 24 horas, durante toda a realização do congresso. Isso permitirá que o congressista assista a todas às apresentações no horário que ele quiser e quantas vezes desejar. Além disso, o 9º ConviRH oferece certificação com carga de até 20 horas.
Confira a programação oficial do evento, que se encontra disponível no site do 9º ConviRH e garanta já a sua participação. Acesse: www.convirh.com.br .

Serviço:
9º ConviRH - Congresso Virtual de Recursos Humanos
De: 14 a 29 de maio de 2015
Promoção: RH.com.br
Informações: www.convirh.com.br

Palavras-chave: | RH.com.br | ConviRH | aprendizagem |
Fonte:http://www.rh.com.br/